11 de junho de 2018

Desventuras pela General Osório

Olá meus amigos

Estou fazendo o tal do pastilhamento das válvulas da Mirage e ao desmontar, me deparei com folgas nos rolamentos do comando do cilindro dianteiro.

Pois bem, aproveitei a emenda do feriado e assim que amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui pesquisar.

Vai na General daqui, vai na General dali, corre pra lá, corre para cá, vai na Florêncio de Abreu...

Resultados:
Uma loja, tinha de uma marca que desconheço por 35 reais a unidade.
Outra é representante FAG, mas vende para pessoa Jurídica.
E na última, num dos prédios assombrados do centro, tinha Nachi por 60 reais A UNIDADE!

E o melhor foi o argumento do vendedor para este preço:
"Nachi é muito melhor, pois é fabricado no Japão, FAG é rolamento chinês"

Legal, né? (leia isto como se fosse um japonês falando, né?)

Não sabia que Mogi das Cruzes ficava no Japão, nem que Sorocaba ficava na China.

Então liguei para a Maufa, loja daqui de perto de casa e perguntei da peça, eles não tinham, mas encomendaram com o fornecedor, na semana seguinte comprei as peças.


Por R$14,50 cada.

Subestimei a capacidade deles de ter peças menos populares e super estimei o pessoal da General.

Ultimamente tem sido assim, a loja de Guarulhos tem mais peças, mais boa vontade e nesse caso, teve até o preço melhor que lojas no centro da cidade, com alta rotatividade.

E descobri também que eles tem farol e velocímetro para Kansas, lanterna para Intruder e tantas outras Ching Lings por aí.

Então amigos, a dica é essa, antes de ir perder tempo na General CGsório , pesquise nas lojas perto de casa, além de economizar tempo e as vezes até dinheiro, não terá um monte de "é peça?" para todo lado.

Abraço

5 de junho de 2018

Liberdade para mim - Mimimiqueiros

Olá meus amigos

Continuando o papo chato do outro dia.

O vídeo gerou fortes correntes de gente se doendo e se mobilizando para ir xingar o sujeito.

O resultado foi este aqui:

O cara pediu desculpas por ter ofendido as pessoas e desenhou que era apenas uma piada.

Ele poderia ter inclusive feito outra piada em cima, mas achou melhor acalmar a galera e seguir a vida.

Eu mesmo rachei o bico, pois, me julgo motoqueiro (eu ando de motoca, saca?) e um dia espero ser um velho de moto que se acha muito fodão.

E talvez eu seja muito fodão mesmo, pois estarei superando os limites da velhice para fazer o que eu gosto.

E se alguém achar graça disso, foda-se, terei ainda menos tempo de vida para desperdiçar com o que os outros pensam de mim.

Mas o que mais me chamou a atenção, é o que ele disse sobre apenas um cara ir explicar a porra toda para ele.

Me lembrou dois sujeitos do tempo que frequentava os rolês góticos, um achava que deveria meter a porrada nos “morceguinhos”, enquanto outro defendia que eles deveriam ser acolhidos e orientados sobre a sub cultura.

Já pararam para pensar que talvez, os exemplos do Henrique ou do Mauro sejam bacanas?

E me lembrou também um filme que assisti há um bom tempo, chama-se “A Onda”:
Se isto não deveria estar no youtube, não é culpa minha.

Só vos digo uma coisa caros amigos:


You´re not your fucking vest.
De "You´re not your fucking Khakis"de Fight Club.

Abraço

3 de junho de 2018

Liberdade para mim - Victor Camejo - Motoqueiros



Olá meus amigos!

Tudo bom com vocês?

Eu poderia neste exato momento estar lixando pastilhas de válvulas, poderia estar fazendo a sangria do sistema de freio, poderia estar construindo meu carregador de baterias ou meu osciloscópio caseiro, poderia estar passeando ou na casa da minha namorada, mas estou aqui, com uma baita dor nas costas, então estou me dedicando a apenas atividades radicais, como escrever no Blog.

E hoje falarei de algo muito radical e perigoso:

Fazer humor.

Vi este vídeo em um grupo do Whatsapp, junto com a revolta de quem enviou:
  

"Bora nos unir e  pedir para ele se retratar e tirar o vídeo do YouTube e
Isso aqui é consequência da putaria que virou o motoclubismo, viramos motivo de piada👇
Achamos o cara
Vamos denunciar no Facebook
"




Sejamos sinceros, este tipo de piada não é novidade e sequer é original, já não é de hoje que se faz humor com isso:

AHHHHHHHHHHHH!

Meu deeeeeeus!

Vamos reclamar da Shell também!

Achei ofensivo!

Apaga!
Além do clássico "Wild Hogs" (que é inspiração para Wild Dogs):
 E teve aquele episódio de South Park também:


Eu mesmo rachei o bico com o que ele disse e acrescento:
Se ele convivesse nos "motoclubes" (sim, entre aspas), teria muito mais com o que brincar.


E qual o problema com isso, já que o próprio revoltado diz que motoclubismo virou putaria?

Daí querem que o sujeito se retrate?

Por fazer humor?

Sério?

Uma das coisas que mais se conectam ao motociclismo é a liberdade e então iremos censurar pessoas por fazer humor?

A liberdade é só para mim?


Daqui a pouco teremos regras do "motociclisticamente correto" (além das apurrinhações clássicas), moto-polícia do pensamento e o karai a 4.



Já pararam para pensar que isso é muita sensibilidade para uma galera que encara até chuva de granizo para ir trabalhar ou passear?

É só humor.




Por essas e outras que me rotulo motoqueiro, motociclista é um povo chato demais.



PS: Sim, é o bigode é o do Glenn Hughes lá no início.
 

6 de novembro de 2017

Não é porque encaixa que serve.

Olá meus amigos!

Duas situações muito frequentes quando se fala em adaptações de peças na moto são os argumentos extremamente contra e os extremamente a favor.

Por um lado, temos pessoas que não aceitam qualquer peça que não seja a original, por mais cara e rara que seja, ou até mesmo,  exatamente a mesma fornecida para a moto peças, por outro, aqueles que consideram absolutamente tudo compatível, até mesmo o bizarro.

Um exemplo que ouvi certa vez foi sobre um amortecedor que tinha o mesmo comprimento e encaixe do original, mas era destinado a outro tipo de motocicleta e funcionava diferente.

Outro exemplo, foi envolvendo bobinas, que devido à resistência diferente, causavam alertas no sistema de Injeção Eletrônica.

Em ambos os casos, as peças encaixavam perfeitamente, com pouca ou nenhuma adaptação.

Meu ponto de vista é que uma peça só pode ser considerada equivalente quando cumpre a função da outra da mesma forma ou melhor, ou se inferior, tenha uma diferença aceitável e que não te exponha a riscos, portanto, é melhor ter de fazer alguma adaptação para uma peça com as mesmas características da a original, que ter uma de características diferentes que basta encaixar e usar.



No caso da bobina, por exemplo, temos não só os conectores e tamanho para considerar, mas também a resistência elétrica e o próprio funcionamento da peça.

Trocar um conector, mudar o suporte ou criar um adaptador, é a menor das dificuldades.

O mesmo se aplica a retificador/regulador e tantas outras peças.

Recentemente, buscando informações para uma adaptação que queria fazer, me deparei com uma lista da Servitec com a resistência de diversas bobinas.

De acordo com esta lista, temos algumas bobinas mais próximas das especificações da Mirage 250 EFI primeira versão, que tem no primário 3,5 a 5,5 Ohms e secundário mais terminal de 20 a 31 K Ohms.


Uma destas bobinas próximas, é a da Burgman 400, com primário de 3Ω a 5Ω e secundário de 17KΩ a 30KΩ ou da SUZUKI TL1000, que tem o primário de 3 a 5 Ohms e secundário de 20 a 28 KOhms.(Lembrando que os 0,5 Ohms podem fazer diferença na leitura da ECU). 

Vale lembrar que assim como na Mirage, que descende de Suzuki até na documentação, a resistência do secundário da Burgman também é obtida considerando o terminal, assim como no caso da TL1000.

MotoPrimário Secundário
KASINSKI GV 250 S&T Daewoo 3.5Ω a 5.5Ω 20KΩ a 31KΩ
SUZUKI BURGMAN 400 3Ω a 5Ω 17KΩ a 30KΩ
SUZUKI TL1000 3Ω a 5Ω 20KΩ a 28KΩ

Existem outros casos que se aproximam da resistência original da motocicleta, mas para não estender demais, citarei apenas estes.

Quando falamos da versão Delphi, temos outros valores a considerar e caso queira adaptar uma bobina diferente, sugiro que observe esses valores que podem ser obtidos no manual de serviços.

Outro item que vejo muitas adaptações são faróis, item que eu mesmo aprendi com os erros.

Um exemplo bem comum é o sujeito que utiliza o farol de uma moto que originalmente possui lâmpada de 35W em outra que utiliza 55/60W, o que pode causar problemas no conjunto por conta da temperatura. Pior ainda quando simplesmente trocam a lâmpada por uma mais forte, colocando quase o dobro de corrente sobre a fiação, conectores e comandos.

O erro que cometi, foi usar um conjunto destinado a farol de milha. No início, considerei o ganho de alcance e claridade muito interessante, porém, só me dei conta que havia perdido iluminação para os lados quando precisei fazer um retorno em uma via completamente escura.

Encaixou perfeitamente, mas não serviu.

Abraço


23 de outubro de 2017

Roubos de peças.

Olá meus amigos!

Já há algum tempo, vem acontecendo roubos de ECU de Mirages e Comets 250, inclusive, um amigo foi vítima deste tipo de ação criminosa.

O ladrão estoura o banco da moto e leva a peça, muitas vezes danificando a fiação ou o que mais tiver no caminho.

A maior parte dos relatos que tive acesso, são da região de São Bernardo do Campo e imediações da Av. Paulista, e semana passada em Santos.

Recentemente, apareceu até um anúncio no OLX buscando quem tenha este tipo de peça para vender e mostrando como o cidadão encontrou sua moto.


Além dos roubos de ECU, ainda estão acontecendo roubos de painel. Até o momento, já fiquei sabendo de roubos de painel de Vulcan S, Fazer 250 e Next 250.





E não se resume a motocicletas!


Conversando com um amigo caminhoneiro, ele me contou sobre faróis de caminhão sendo roubados durante a noite.



Caiu pra estes dois, mas ainda tem muitos a solta.

Este tipo de coisa vem acontecendo, principalmente devido a certeza de impunidade, junto com o alto valor das peças e a facilidade para retirar, é um prato cheio para o sujeito desonesto levar vantagem (e se fazer de vítima quando a casa cai). 

Em um dos relatos, a moto estava parada em frente a uma guarita de vigias em um parque, ao se deparar com a moto sem painel e com o alarme disparado, o proprietário questionou os vigias e a resposta foi que estavam lá para cuidar do parque, não dos veículos estacionados em frente.

Com isso, os ladrões criam um estoque de peças e ao mesmo tempo uma demanda, mais ou menos como nestes quadrinhos, com a diferença que os proprietários são obrigados a chutar a bola:


Abraço

17 de outubro de 2017

O mal da Mirage é a parte elétrica? / Risco de incêndio

Olá meus amigos!

Beleza com vocês?

Há algum tempo, li sobre um caso de uma Mirage que pegou fogo, acabou atingindo o tanque e o prejuízo foi grande.

Há pouco tempo, a moto de uma amiga teve um belo dano no sistema elétrico, causado por um curto circuito na traseira, algo que aconteceu com a minha, mas sem maiores danos.

Pois bem, um dos motivos que podem levar uma motocicleta a combustão é o seguinte:

Zueras a parte, vou abordar aqui alguns motivos que podem, com certa facilidade causar este problema e estas observações valem para QUALQUER MOTO.

Antes de qualquer coisa, pense na bateria como a fonte de vida do seu sistema elétrico, embora sensível, que pode sofrer danos, ela também pode matar você.

Agora pense na energia como veículos e nos fios como ruas, que suportam um determinado peso, e pense nos fusíveis como pontes feitas para desabar caso este peso seja excedido.

Diagramas elétricos são mapas dessas ruas. 

Um item que pode causar problemas sérios nessa área é o Retificador/Regulador de tensão.

Para entender um pouco melhor, temos aqui um desenho de como a coisa funciona:

A energia é gerada na parte A.C Generator do desenho, que é o famoso estator (esq.), basicamente uma bobina que tem girando ao seu redor, alguns ímãs, o magneto (dir.).

Agora confesse, você pensou no magneto do X-Men.

A etapa seguinte, é o Regulador/Retificador, onde a eletricidade deixa de ser AC e se torna DC (sim, AC/DC vem exatamente disso) e também é regulada. Esta bruxaria acontece logo de cara nos diodos, os componentes com este símbolo: 

Não sei se notaram, mas temos neste desenho, 3 pares destes componentes, conectando o polo negativo com o positivo. Vamos supor que apenas um desses pares entraram em curto.

Teremos o mesmo que isto:



Temos nada mais nada menos que positivo e negativo interligados através dos fios do retificador.

Obviamente, a carga da bateria não deixará quieto e os fios aquecerão a ponto de transformar os isolamentos em carvão, uma bela fonte de calor bem ali, pertinho do tanque.

Se tiver algo mais para queimar, é o prato cheio para um incêndio. 
Mesmo que não pegue fogo, ainda pode comprometer outros componentes eletrônicos, além da própria fiação principal, afinal, os fios do retificador ficam amarrados com mais um monte e também pode comprometer a caríssima bateria.

E se tiver sorte, teremos apenas isto:
Isto aconteceu na minha moto, por sorte, eu consegui parar e arrancar os fios, evitando que algo pior acontecesse.

Mas a moto tem dois fusíveis, eles não deveriam ter protegido?

Um só queima caso haja algum problema com as luzes, já o outro, teria queimado se não tivessem feito uma pequena alteração no circuito.

Existe uma informação circulando entre proprietários, mecânicos, foruns e coisas do tipo, que se deve colocar um fio ligado diretamente do retificador até bateria, pois, alega-se que a fiação original cria uma certa resistência e a bateria não é carregada corretamente.

Não pretendo discutir se esta conexão deve ou não ser feita, quero mostrar os cuidados necessários para realizá-la.

Este é o desenho de como a energia sai do retificador e entra no circuito elétrico da motocicleta. Note que ele entra no circuito após o fusível de 30A. Isto significa que a bateria está protegida atrás deste fusível, caso qualquer componente entre em curto, incluindo o retificador, o fusível abrirá e a bateria ficará isolada do resto.
Na minha moto, e acredito que em diversas outras, o fio adicional que vai do retificador direto para a bateria foi instalado junto com a conexão original do retificador.
Dois conectores na bateria e dois fios saindo do conector onde liga o retificador.

* Ronnie, isto significa que agora a bateria está conectada com o resto do circuito sem nenhuma proteção?

Significa.

Observe no diagrama, que a bateria está conectada em pontos antes e depois do fusível.
Isto explica por que algumas motos tem algum curto circuito e o fusível não abre.

Outro erro comum, porém um pouco menos danoso, é ligar o retificador direto na bateria, mesmo que sem conectar na fiação original, porém sem proteção.
Embora menos danosa, por não anular o funcionamento do fusível, tem um componente que pode entrar em curto e é aquela história toda.

** E aí, como faaaaaz? Como faz? Como faz? Como faz? Como faaaz? Como faaaaaaz?

Você pode instalar o fio adicional se achar necessário, mas obrigatoriamente, deve isolar a conexão original, deixando-a desconectada, e ainda instalar mais uma caixa de fusível para que haja uma proteção entre a bateria e o retificador.
Toda alteração elétrica realizada na moto precisa ser feita com cuidado, além de sempre considerar a necessidade de proteção, caso contrário, um simples curto circuito, que pode ser causado até mesmo por um soquete de lâmpada, pode resultar em um belo prejuízo material, quando não humano.

Quer fazer um teste rápido?

Retire o fusível principal e veja se a parte elétrica ainda funciona. Se ela não apagar por completo, você tem um pequeno problema nas mãos.


Repita o teste com o fusível da iluminação.
Se farol e lanterna não apagar...

É bem comum o pensamento de que quanto mais grossos forem os fios, melhor, assim como fazer a ligação direta.

É melhor, de fato, fazer a ligação direta de um item de alto consumo, como faróis, mas deve-se tomar cuidado para não cometer este mesmo erro que acabou por anular o fusível.

Se é uma rota alternativa, como o caso de faróis auxiliares, devem ter uma caixa de fusível para eles. Se você ligou seu farol principal através de fiação dedicada e reles (para usar lâmpada mais forte, como fiz na Kansas), deve obrigatoriamente ter um fusível para esta nova conexão.

Não compreendo o motivo da parte elétrica desta moto como um todo ter tamanha má fama, uma vez que, ao meu ver, apenas o retificador é problemático (e a fiação da traseira colocada de forma nem um pouco protegida).

Então, algumas pessoas com medo desta fama e pouco conhecimento, ou sem se dar conta, acabam por criar problemas. Alguns fazem por conta própria uma receita que pegam na internet, outros, tem o mechânico de confiança, que com um simples pedaço de fio, tornam a tarefa quase impossível de incendiar uma Mirage, uma triste realidade.  

"Algumas vezes encontra-se o próprio destino tomando-se o caminho para evitá-lo" - Mestre Oogway - Kung Fu Panda

Abraço


* Referência ao vídeo do Ronnie Von respondendo uma pergunta óbvia de um telespectador.

** Isto é UDR mesmo.

16 de outubro de 2017

Blog largado e um bate papo rápido.

Olá meus amigos!

Como andam vocês?

É o blog está largado, o Photobucket agora é pago para quem quiser publicar as fotos hospedadas nele, aos poucos estou upando as fotos aqui e corrigindo as postagens. Mas muito antes disso, já não estava mais publicando, muito devido ao fato de não estar mais andando de moto.

Coisas mudaram e de uma hora para outra, eu que andava uns 1500 km por mês, passei a mal andar isso por semestre. Também se deve ao fato de que meu tempo ficou extremamente escasso e minha saúde cobrou umas coisinhas de mim.

Não prometerei que voltarei a postar um monte de coisas, já que rodando menos, vivo menos a motoca, mas vou tentar colocar algumas coisas por aqui, assim que eu me encontrar na bagunça de material que às vezes nem lembro o que iria dizer sobre.

Abraços

7 de fevereiro de 2017

Canal Um João Duas Rodas

Divulgando o canal de um grande amigo e profissional de recursos técnicos alternativos não descritos no Manual.

17 de dezembro de 2016

Farol de Brasilia na Kansas 150


Olá meus amigos!

Lembram que eu coloquei o globo óptico de CG 82 na Kansas 150?


Digamos que não atendeu as espectativas, apesar de ter sido barato.

Usando a lâmpada H4 o foco não ficou bom, o conjunto foi desenvolvido para outro tipo de lâmpada, só que se você tentar, a H4 encaixa perfeitamente.

A Lâmpada para este globo é esta aqui:

Que por sinal, é de 25W e 6 volts.


É amiguinho, míseros 25 watts e 6 volts.

Talvez a lâmpada da Suzuki Intruder "farolzão" apresente um bom foco, e existe também a versão 12 Volts para a CG83 que talvez possa ser utilizada neste farol, embora eu não bote muita fé naquela lâmpada.

Olhando lado a lado, dá para ter uma noção do motivo de não ter foco, são completamente diferentes.




CG 82
H4


Enquanto a lâmpada da CG 82 tem os filamentos praticamente um ao lado do outro na horizontal, a H4 tem o filamento do farol baixo na ponta, com um refletor para direcionar a luz, e o filamento do farol alto está mais próximo da base, emitindo luz para todos os lados, ambos na vertical.

O resultado é que o farol baixo tem muita luz somente no centro e quando acionamos o farol alto, cria uma “coroa” de luz, com um vazio no centro, tornando o farol alto muito bom pra iluminar o chão, as placas, a calçada, a lua e as estrelas, mas pra frente que é bom, nada.

Como já havia limado o aro do farol, passei na autopeças aqui do bairro e comprei um farol de Brasília.

Só pra ter uma noção da diferença de foco:




Isto é de aproximadamente dois metros da parede. 

Neste vídeo eu mostro como é simples a adaptação e como fiz para que não ficasse aquele monte de lente para fora do aro.

Não adianta pegar a pipoca, o vídeo é curto.



Eu também reforcei o corpo do farol com durepoxy, não sei se é obrigatório, mas achei melhor pecar pelo excesso.

Outro dia eu mostro o conjunto da Intruder 125 2008.


Abraço

13 de dezembro de 2016

GV250 x GV300

Olá meus amigos!

Há quanto tempo, hein?

Voltei das trevas para falar de um assunto que apareceu em um grupo sobre a Mirage no Whatsapp e que me despertou interesse em maiores informações. A GV300, modelo que provavelmente substitua a GV250 (estou considerando que todos sabem que a Mirage 250 é a GV250).

Não escondo de ninguém que optei pela Mirage 250 principalmente pelo motor, mas que não estou tão inclinado ao estilo clássico dela. 

Sou fã das fora do padrão, da M800 da Suzuki, da Honda CTX, da Kawasaki Vulcan 650, da linha Sportster e V-ROD da Harley Davidson e das recentes Streets.

Pois bem, o que a Hyosung fez com a nossa amiga GV250?

Deixou-a mais parecida com o motor que carrega (ou que a carrega). Também deixou ela bem parecida com a Sportster Iron, e parece ter olhado para customizações que a galera faz (ou muitas delas são baseadas na Harley Davidson :P ).

O motor da GV250 está longe do tradicional "motor custom", ou seja, cheio de torque em rotações baixas. Nosso amigo com ancestral comum com a Inruder e Yes 125, tem a potência e o torque máximos em giro alto, algo que afasta muitos dos pilotos mais tradicionais.

Eu, pelo contrário, gosto muito das esticadas aos 9 mil e lá vai pedrada, trocas rápidas de marcha como se fosse de fato uma esportiva (algo que fica mais legal ainda com a relação alongada) e deixar muita gente doida da vida no retrovisor.

Tudo o que mostrarei aqui são informações vindas de outros sites e blogs, não tem como fonte oficial a Hyosung. Este post será mais um comparativo estético que funcional. Embora também vá comentar diferenças técnicas entre elas.

Primeiro uma visão lateral delas:


GV250



GV300





Agora, vamos partes.                                 


Rodas


A primeira coisa que me chamou a atenção foram as rodas maiores, uma modificação que já vi em algumas GV250 por aí, inclusive naquela do “Lata Velha”.


Roda Traseira
15 Polegadas
Roda Traseira 
16 Polegadas
GV250GV300
Roda Dianteira
16 Polegadas
Roda Dianteira
19 Polegadas

Eu mesmo já considerei uma mudança como esta, já que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus e fodido por natureza” (e que tristeza). Apesar do pneu gordo, as vezes se tem a sensação de que uma roda maior ajudaria a passar pelos buracos eternos de nossas ruas, subir em calçadas, etc (não que eu faça isso).

Mas não se pode simplesmente sair mudando as coisas na moto no “achismo” e ver no que dá, trocar a roda envolve mexer em suspensão, para lamas, velocímetro, freio, etc. Não ando com paciência para essas coisas, então deixa a roda original, além do mais, o pneu está novinho e não tenho a menor intenção de perdê-lo. Trocar por um aro 18 não trás diferença, já que o pneu “gordinho” compensa as duas polegadas.

Em seguida, o desenho completamente diferente do modelo anterior e até mesmo fora das tendências Ching Ling (ok, ela é coreana, mas vai dizer que a maior parte das pessoas sabem a diferença).

Apesar de ser uma roda aberta com raios longos, é uma das que menos lembra as rodas da Harley Davidson entre diversas motoquinhas desse segmento.

Apesar de achar lindas as rodas de motos como a Sportster 883, considerei bacana sair da "tendência", afinal, já tem coisa demais lembrando o modelo da Harley Davidson.




Harley Davidson
Sportster Iron
Hyosung
GV300







Harley Davidson
Sportster XL883
Daelin
Daystar 250 i




Harley Davidson
Sposrtster Roadster
ZongShen
ZS125-50
ZongShen
ZS125-30



ZongShen
ZS 150-58
Keeway
Blackster 250 i


Os pneus continuam quase com as mesmas medidas de largura e perfil, mudando apenas o aro e diminuindo um pouco do perfil do dianteiro.

Aqui, a GV250 vinha com pneu 140/90 – 15, mas a especificação gringa dele era 150/80 – 15, já o dianteiro que na GV250 é 110/90 – 16, agora é 110/80 - 19.
Ironicamente, recentemente fiz uma montagem daquelas bem porcas, só por brincadeira desta moto off road, pronta para a avenida Brasil, Marginal do rio Tietê, Avenida do estado, etc. Com rodas da Teneré 600 ano 83 e sanfona na suspensão.

Freios

Junto com as rodas, os freios também mudaram. Na traseira, passou de tambor para freio a disco de 270mm, pinça dupla e ABS.

Este é o ponto que julgo mais interessante numa moto com freio a disco, pois, apenas substituir o velho tambor (que no caso da GV250, é praticamente o freio da LS650 da Suzuki) por um simples freio a disco não soa como uma grande vantagem, uma vez que o acionamento do modelo antigo é via cabo, bastante robusto e com ajuste de altura no pedal e tensão do próprio freio. Bem ajustado, este sistema permite frenagem progressiva. Mas quando entra ABS na história, aí sim vejo uma vantagem considerável.

O freio dianteiro da GV250 contava com pinça dupla e disco de 275mm, a GV300 conta com pinça dupla e disco de 300mm.

Na GV250, o freio não é algo que deixa a desejar, como na Intruder/GN125 da Suzuki/HaoJue (que eu mudei para o freio da Yes 25/EN125 e você pode ver a mudança aqui), acredito que esta mudança no diâmetro do disco dianteiro acompanhe a roda.

O legal é que agora ficou mais fácil adaptar freio a disco na GV250 para quem quiser, visto que teoricamente as peças da GV300 devem encaixar. Difícil será ter acesso a essas peças.




GV250
GV300


Motor


Esteticamente, não vejo muitas mudanças no motor além da cor (mas também não tenho fotos muito detalhadas), apenas passou de 250 para 275cc, ganhou um pouco de torque, mas parece que perdeu potência.

Em diversas fichas técnicas, encontra-se entre 29 e 30 HP, na ficha da Kasinski mesmo falava-se em duas potências, sendo a máxima, entre 29 e 30 e outra nominal, de 26. Resta saber qual a metodologia usada nessa medida apresentada para a GV300.

A GV250 versão EFI, possui 2,20kgf.m de torque, a GV300 tem 2,39kgf.m (convertidos pelo WebCalc).

Uma coisa que sempre desejei neste motor foi sexta marcha, algo que infelizmente não veio com esta revisão.

Sendo o motor da GV250 dois cilindros 125, uma mudança que ouvi falar muito bem para ele, é justamente aumentar para 300cc, aumentando o diâmetro do pistão para algo próximo de 62mm, porém, não tenho como dizer se o ganho seria equivalente a este, se envolveria mexer em escape e sequer se o motor iria durar após este serviço, talvez a Hyosung tenha encontrado o meio termo, já que na verdade, o novo motor é 275cc e a taxa de compressão caiu de 11.0:1 para 10.3:1.

Já vasculhei em diversos lugares e até agora não encontrei dados de diâmetro e curso de pistão desta versão.


Bancos

A primeira vista, nem mesmo parece que os bancos mudaram, mas colocando lado a lado, nota-se a diferença.




GV250
GV300

Este banco me lembra do traumático banco da Kansas 150 (Zongshen ZS125-30).



Espero que a qualidade dele não seja parecida com a da ZS125-30 também.


Tampa lateral


Outro item que me lembrou a Kansas, algo que considero muito mais bonito na GV250, aliás, uma das partes mais feias da Kansas são essas tampas. Talvez a ideia seja acompanhar o novo tanque “chapado” nas laterais, mas definitivamente, não gostei dessas tampas.





GV250
GV300
ZS125-30

Para lamas

Embora não seja um grande fã do estilo clássico da GV250, confesso que esses para lamas são eficientes, dão trabalho na hora de tirar a roda, mas cumprem muito bem o seu papel, algo que eu não acredito que o dianteiro novo fará. Prevejo muita sujeira neste motor.

Por outro lado, ficaram muito bonitos, combinaram com o restante da moto e também remetem a customizações, embora inegavelmente, dão aquele ar de "queria ser uma Iron".




GV250
GV300



Apesar de estar na cara que estes para lamas foram "inspirados" nos da Sportster Iron, são também customizações que já vi por aí.

O acabamento do para lamas traseiro também mudou, não vi como fazer a fixação de Sissy bar nele como no era modelo anterior, algo que causou muita dor de cabeça por aqui (e acredito que não só por aqui), já que os fabricantes brasileiros tiveram a brilhante ideia de encaixar um bagageiro no acessório, causando a quebra do acabamento.



GV250
GV300

Agora será obrigatório fazer a fixação do bagageiro como no acessório original da própria Hyosung, algo que alguns fabricantes brasileiros aderiram, outros não.

Como este post já está ficando gigante, farei um parte falando deste problema e colocarei o link aqui.



Piscas

Tem exatamente o mesmo corpo dos piscas da GV250, mas agora são fixados de forma diferente, continuando fora de padrão. A fixação do pisca dianteiro não me pareceu das mais bonitas, mas me parece fácil de mudar de posição, embora eu considere esta a melhor de todas.





GV250
GV300

Saiu de baixo para cima do farol, uma mudança que facilita a instalação de faróis auxiliares, que cá pra nós, não é muito a cara deste modelo.

Farol


Parece que ficou menor e agora é preto, algo que junto com o painel, me pareceu interessante para dias de sol. Espero que ilumine tão bem quanto seu antecessor.




GV250
GV300

Espero também que este vão na parte de baixo seja uma nova maneira de soltar a frente para troca de lâmpadas. Na GV250 EFI, é preciso tirar os piscas ou soltar todo o farol para isso.


Lanterna






GV250
GV300
Só eu lembrei do pisca do fusca ao olhar para esta lanterna?

Lembra também aquelas lanternas de baú de caminhão antigo (e que não encontrei para mostrar).

Não achei a coisa mais bonita do mundo, mais pelo desenho do refletor que por qualquer outro motivo (se é para colocar LED, encha a lanterna com eles), mas certamente é bem melhor que muitas lanternas por aí.



Agora ela vem com LED, ao contrário da versão anterior, que o pessoal costuma trocar a comum pela LED. Isso já garante alguma carga a menos em cima do retificador. 

Por falar nele...


RETIFICADOR

Olha só uma mudança que fiquei em dúvida se havia acontecido no início do post, acabei confirmando em um vídeo do canal MotorCycleTube.




GV250
GV300

No modelo antigo, o retificador ficava dentro da tampa lateral esquerda, ao lado da bateria e sobre a corrente.

Com pouca ventilação, ganhando óleo da corrente e as vezes até umas correntadas, uma mudança bastante comum é mudar a posição desta peça.


Já havia pensado neste local, mas achei perto demais do motor.


Mesa e painel


A mesa é diferente e me pareceu levar a suspensão um pouco para frente, provavelmente para comportar a nova roda.


GV250
GV300

O painel eu não vi funcionando, mas não tenho a menor esperança de encontrar um conta giros neste LCD.

Uma das coisas que sempre gostei em diversas motos é a presença de conta giros. Ninguém morre pela falta dele, mas considero um item interessante. 

Claro, esta é uma das customizações que a galera faz, arranca quase todo o painel e deixa só o velocímetro no centro, para ficar “mais custom”.

Já vi até quem tenha tirado o velocímetro da Mirage e substituído pelo da Kansas 150, que é tão mentiroso que este ano estava pedindo voto para as outras peças da moto.
Um dos painéis que mais gostei nesse segmento, foi da Kawasaki Vulcan 650, um belo painel, central como o pessoal adora, mas completo, com o velocímetro digital e conta giros analógico. A Hyosung bem que poderia ter se inspirado nele. Ou no painel Ching Ling que eu vou falar sobre em algum tempo.


A posição da chave agora é igual das Harleys, em vez de ser no painel, fica ao lado da caixa de direção. Particularmente, não vejo tanta graça nisso, a não ser por teoricamente estar menos exposto a chuva.


Suspensão.


Não falarei da traseira, pois aparentemente é a mesma de antes.

A suspensão dianteira também parece não ter mudado muito além da estética, fucei por tudo quanto é canto, mas não encontrei informações de curso dela. Por outro lado, é notável que a parte de baixo da suspensão mudou, os pontos de fixação do para lamas que antes eram quase no meio da peça, agora estão no topo.





GV250
GV300
Sportster
Iron

A fixação da roda continua igual e agora tem as sanfoninhas, junto com a nova posição dos piscas, paralamas curto e o farol menor, ficou muito parecida com Sportster Iron. Não sou lá um grande fã disso, fica parecendo aquela menina que se mata para alisar o cabelo enquanto seus cachos são lindos.

Mas, eu gostei dela assim mesmo.

Aquele acabamento que dá a sensação de que a suspensão é capaz de suportar um prédio foi para o vinagre.

Filtro de ar


Uma coisa que sempre achei esquisita em algumas motos, são esses filtros meio espalhafatosos, nas clássicas, acabaram tão icônicos que renderam cópias por aí.

Ficou mais esquisitão ainda, mas talvez agora esteja mais “disposto” a receber o ar frontal, algo que já vi gente tentando fazer na GV250, mas que teve problema em dias de chuva.

Para quem não sabe, a frente desta peça na GV250 é tampada, você tem a sensação de que ela obterá um grande volume de ar frontal, mas não é bem assim que acontece.



GV250
GV300


Também esconde um o radiador quando para quem olha de lado.


Escapamento e outras coisas que não mudaram.

O mesmo escape, a única diferença nas fotos está no fato de que usei uma imagem da primeira versão EFI da GV250 para a comparação, quando tinha apenas uma sonda.




GV250
GV300

Um item que acho que não combinou nem um pouco com esta nova cara, a moto é cheia de peças pretas, mas o escape contrasta com visual da moto. Além do mais, agora que tem duas sondas, bem que poderia voltar o escape duplo igual das carburadas.

Pedaleiras, punhos, manicotos e até mesmo o Guidon parecem ser os mesmos, espero que tenham mudado o espelho, o da GV250 (pelo menos o que foi vendido no Brasil) é terrível.


Tanque


Outra grande diferença estética foi o tanque, que aparenta estar mais estreito (mas não sei se de fato está).




GV250
GV300

Uma das coisas que não gostei na GV250 na primeira vez que subi nela, foi o tanque muito largo (já que o vão por baixo dele é enorme também). Uma mudança que gostaria de fazer no tanque da GV250 seria torná-lo mais estreito e alto, acredito que isto traria maior conforto. 

Ambos tem 14 litros de capacidade, algo que julgo dar uma boa autonomia para viagens, já que o consumo desta moto é bem tranquilo.

Este tanque lembra um pouco o da Sportster pela lateral achatada, mas também lembra o da Vulcan 650 por cima por conta do ressalto na linha da tampa do combustível.




Vulcan 650
GV300

Por hoje é só pessoal (só o caramba, demorei uma eternidade para escrever).

Abraço!