13 de novembro de 2012

Suzuki Savage 650, LS650 ou S40

Uma das motos que mais tenho pensado em comprar é essa criançona aí:



A Savage 650

Ela parece uma Kansas que foi criada na base do ovo de pata com biotônico.

Uma baita motão, encontra-se usada em média de 10.000 dinheiros e dá uma vontade danada de comprar.

Então você pensa:

Como vou manter essa merda?


Pois é, mas manter qualquer moto tem um custo maior do que simplesmente gasolina, por isso, farei um cálculo com base na Intruder 125, que é uma moto bastante estável para efeito de cálculos, não vive apresentando defeitos que te fazem enfiar a mão no bolso. Bebe pouco e tem peças com preço médio e algumas opções de adaptação ou paralelas que tornam a manutenção dela acessível.
Foto de: http://opiniaoweb.com/


Liguei numa oficina da própria Suzuki e o mecânico que estava lá há um ano disse que nunca viu Savage por lá, mas não sabe se a moto é que é tão boa assim ou se ninguém se atreve a levar em concessionária para arrumar.




Foto de: http://temjeitonaooh.blogspot.com.br              
Consultei o valor da peça que mais me causava dúvida, a correia e custava mais de dois mil dinheiros.

Tudo bem que dura em média 70 mil quilômetros, mas ainda assim achei caro


Daí pesquisei daqui, dali e vi que se encontra com facilidade correias para Harleys, principalmente a Sportster, mas não para Savage. Isso realmente dá medo e te faz balançar na hora de decidir o que comprar.

O mais interessante é que no Chile, no Canadá, México e no EUA essa moto ainda está em linha, com o bom e velho carburador, enquanto aqui se empurra a "milagrosa injeção eletrônica" até em motos pequenas.

Savage no Chile - LS-650 
Savage no México - Boulevard S40
Savage no Canadá - Boulevard S40 
Savage no EUA - Boulevard S40


Uma característica que eu não gosto nessa moto é o painel sobre o tanque.
Tenho dificuldade em focar coisas e desviar o olhar para baixo poderia ser um bom incômodo.
Se fosse na Kansas eu nem ligaria, ela não chega a 110 km/h, é muito difícil tomar multa com ela, mas numa 650 o bicho pega.

Esqueça o círculo, o que 
interessa nessa foto é o painel.


Criei uma tabela com o preço médio de itens com os quais com certeza você irá gastar com qualquer moto, não quer dizer que custe isso ou que dure exatamente isso, mas é uma base que tenho para saber quanto gastarei no dia a dia com ela.
Também não são os únicos custos, eu não incluí por exemplo a manutenção da suspensão dianteira.

Vamos lá: 


 Item  Intruder 125   Savage 650 
 óleo 0,0115 0,0243
 óleo + filtro 0,0128 0,0324
 Pneu traseiro 0,0090 0,0135
 Pneu dianteiro 0,0064 0,0108
 Filtro de óleo 0,0017 0,0083
 Transmissão 0,0040 0,0339
 Gasolina 0,0813 0,1182
 Outras peças 0,0013 0,0000
 Imposto 0,0200 0,0250
 Seguro 0,0000 0,0000
 Custo médio por km 0,1354 0,2366
 Meu custo médio mensal  257,89 450,55 
 Meu Custo Anual 3094,75 5406,70

Valores que utilizei para o cálculo (só considerei o preço de Concessionária o que não encontrei alternativa):

 Item Preço KM
 Óleo Yamalube por ml  0,0135  1000
 KM médio mensal
1904
 Gasolina Litro 2,6
 óleo sem troca de filtro Intruder 125 850 1000
 óleo com troca de filtro Intruder 125 950 1000
 Pneu traseiro Intruder 125 180 20000
 Pneu dianteiro Intruder 125 160 25000
 Filtro de óleo Intruder 125 5 3000
 Transmissão Intruder 125 80  20000 
 Gasolina
32
 Outras peças diversas Intruder 125

 Imposto Intruder 125 456
 Seguro Intruder 125

 Quant. óleo Savage 1800 1000
 Quant. óleo Savage c/ troca de filtro  2400 1000
 Pneu Tras. Savage 270 20000
 Pneu Diant. Savage 270 25000
 Filtro de óleo Savage 25 3000
 Correia Savage 2370 70000
 Consumo Savage
22
 Outras peças diversas Savage

 Imposto Savage 570,42
 Seguro Savage



No próximo post falarei de outra opção: Kasinski Mirage 250





Este post foi realizado as 23:58 da noite: TWO! MINUTES! TO MIIIIIIIDNIIIIIGHT!







 Foto de http://www.ironmaidenwallpaper.com/


Atualizei algumas informações e explicarei o motivo em outro post

12 de novembro de 2012

Relato de uma cagada

Domingo, estava indo para a casa da namorada e lembrei que no caminho que estava fazendo, o trânsito fica uma bosta por conta dos típicos “brações domingueiros folgados pra caraleo” e de uma ciclovia que um vereador maldito teve a brilhante ideia de colocar naquela região, que alem de comer uma faixa inteira, ainda enfia no brioco todo e qualquer retorno que exista na faixa da esquerda. 

O resultado é que algumas pessoas acabam indo até quase na Dutra para ir a algum lugar que fique no outro sentido da pista. 

Genial, não é?

Ah, mas daí basta dizer que é pelo povo ou pela juventude e está tudo certo.

E tem muita gente que ainda cai nessa lorota...

Enfim, com muito sufoco, desviei pela Suplicy e parei no farol (em SP chamamos semáforo de farol) da entrada da Timóteo Penteado, bem na esquina tem uma loja de motos multimarca.


Olhei para o lado e vi uma Moto interessante, pensei em passar durante a semana e dar uma olhada com calma, porém, por conta de uma fechada acabei indo para o lado errado e vi que a loja estava aberta em pleno domingo.
Dei a volta no quarteirão e entrei.




Aquilo me fez entender um pouco a mente de um masoquista, pois foi um tanto torturante.



Primeiro tinha uma Mirage 250 que me agradou bastante, bem ao lado tinha uma Shadow que não me atraiu tanto assim, apesar de ser uma Shadow, na sequência um dos meus maiores sonhos de consumo, uma M800, seguida de uma C1500.





E eu subi em todas e mais uma vez a que mais me agradou foi a M800.

Ahhhhh se coubesse no meu bolso!

Na saída tinha uma Dragstar, que a pedido de um cliente foi ligada.
 
Nesse momento eu fui embora, um ronco daqueles é tortura demais. 

Praticamente um Fist Fucking auditivo.

Um detalhe, aquela Drag tinha escape cano reto...

Subi na minha shing ling e dei no pé antes de sofrer um ataque cardíaco.

Sabe aquela sensação de que a grama que tem pra vender é mais verde que a sua?

Tudo bem, é óbvio que qualquer grama a venda naquele lugar é mais verde que uma Kansas, exceto é claro, as motos equivalentes a ela.

Antes mesmo da segunda esquina indo embora eu estava me perguntando:


QUE MERDA EU FUI FAZER NAQUELA LOJA?

Deste episódio e da minha interação com o Blog Minha Primeira Moto  tirei uma ideia para uma série neste blog:

11 de novembro de 2012

Moto de açúcar

Muita gente já disse que a Kansas era uma moto de açúcar, pois basta chover e os problemas aparecem.
Fato!
Já tive problemas com o pisca alerta que disparava e o clássico problema do motor morrendo.
O problema do pisca foi resolvido como o nosso velho amigo WD-40 (WD±40 é outra coisa).
Bastou lavar toda aquela porcaria que tinha lá dentro do punho e nunca mais disparou.


E se aquilo não era grafite, era algo muito parecido.
Mas o pisca disparado que se dane, o problema mesmo é a moto apagar.
PQP! Você compra algo para te levar e você acaba levando ela.

Um dos problemas mais comuns é o cano do carburador que costuma vir muito comprido e acaba aspirando água por baixo da moto.
Mas semana passada eu me lasquei duas malditas vezes na chuva, mesmo com a mangueira mais curta.



É o caninho de baixo.

Agora estou tentando de tudo para resolver esse problema, estou vedando tudo o que estou vendo pela frente.
Depois que eu resolver esse problema, poderei desviar o filtro de ar para o alto e conseguirei até andar debaixo d´água :P
Daí fiquei pensando se não foi essa a idéia do dono dessa Sporster: