28 de novembro de 2013

S2R - Suzuki

Outra moto que estava muito a fim de conhecer pessoalmente era Inazuma 250.

Uma bela moto de dois cilindros, bom acabamento e números razoáveis em relação a potência e torque se comparados aos mono cilíndricos disponíveis no mercado.

Pena que o pessoal da Suzuki não entendeu que a Inazuma está mais próxima da Fazer ou da CB300 que de motos como a Ninjinha.

Daí assisti essa entrevista com o JT e tive vontade de dar um tapa na orelha dele.


http://www.revistaduasrodas.com.br/site/noticia/visualizar/1450/suzuki_inazuma_250_tera_preco_aproximado_de_r_15_mil_revela_diretor_da_marca 

A moto é bonita e empolgante, eu vi de perto, subi nela, mas NEM FODENDO que daria 15 paus nessa motoca pelo que ela tem de bom.


Basicamente, é bonita, refrigerada a água e tem sexta marcha.

Os fabricantes precisam entender que radiador não é ouro, que na real o que vale mesmo é o que a moto é como um todo.

Aliás, eu fico imaginando se os caras não tem fetiche por radiador e por isso dão tanto valor. 


É desejável? 

Sim, mas não pode resultar num produto com desempenho similar e preço tão superior.

A CB300 por menos já tem ABS e é flex, também dá pra comprar uma Teneré 250 e sobra troco.


Em uma conversa com um vendedor, ele havia chutado uns 12 mil.

Opa, por 12 mil fechou!

Doze mil, é pouco mais que a Fazer, que fosse 13 paus numa bi-cilíndrica com sexta marcha estaria bom.

Seria um prato cheio na disputa, inclusive esse valor apareceu em algumas matérias.

Mas por 15 pratas...
Ela conseguiu ser a mais cara das Nakeds, com preço igual ao da Comet GT250R, que também não tem ABS, mas é carenada, e o motor dela é o capeta.

Aliás, tem a versão naked por 11 mil, ambas refrigeradas a ar, mas ainda assim mais potente.

E o cara ainda fala de painel digital como se fosse algo espetacular.

Pena que a GSR 125 R já conta com painel digital, né.

E ainda acha o preço competitivo e cita a Ninjinha na história.

Não sei se ele notou, mas a Ninjinha tem mais de dez cavalos a mais. É outro andaime, deixa ela pra lá cara. Soa como vendedor de Horizon comparando com a Sportster.


Uma coisa que achei muito bonito nessa moto são os escapes. Sei lá, ter esses dois escapes dá uma sensação de que a moto anda bem, mesmo que os números não levem a esse raciocínio.

Esteticamente a moto me agradou bastante, mesmo com toda a minha chatice para motos modernas.

Fiz um comparativo básico, envolvendo apenas os dados mais "olhados" quando a gente vai comprar a moto. Ordenei pelo menor valor das opções.


Aqui temos uma lista mais completa e que pode ficar desatualizada a qualquer momento, então, faça o favor de conferir no site quando for comprar a sua.


 Modelo 
 Preço 
 Fabricante
Importador 
Quant.  Cil. 
 Refrig. 
 CC 
 Potência 
 Torque Máximo 
 Câmbio 
 Ninja 300 
 R$20.990 
 Kawasaki 
 Água 
 296 
 39 CV a 11.000 rpm
 2,8 kgf•m / 10.000 rpm 
 6 
 Inazuma 250 
 R$15.000 
Haojue Suzuki
 Água 
 248 
 24,4CV a 8500rpm 
 2,47kgf.m a 7000rpm 
 6 
 Comet GT250R 
 R$14.990 R$15.475
(Dual Tone) 
 Hyosung
Kasinski 
 Ar 
 249 
 29,4 cv / 10.000 rpm 
 2,20 kgf.m a 6.750 rpm 
 5 
 Ninja 250 
 R$13.990
Candy Lime Green 2012 R$14.320
Black/ Red 2012 
R$14.620 
Ed. Limitada 2012" 
 Kawasaki
 Água 
 249 
 33 CV a 11.000 rpm
2,24 kgf•m a 8.200 rpm
 6 
 Kahena 250 Dual 
 R$12.800 
Naked
R$13.800
Carenada 
 Kahena 
 Ar 
  
 19,8cv a 8400 rpm 
 1,84 kgf.m / 6200 rpm 
 5 
 CB300R 
 R$11990 
R$13.690 ABS
 Honda 
 Ar 
 291,6 
 Gas. 26,53 cv a 7500rpm 
Et.: 26,73 cv a 7500rpm 
 Gas.: 2,82kgf.m @ 6500rpm 
Et.: 2,86kgf.m a 6500rpm 
 5 
 Roadwin 250 
 R$11.990 
 Daelin
Dafra 
 Água 
 247 
 24 cv @ 9.000 rpm 
1,9 kgf.m a 7.000 rpm
 5 
 Next 250 
 R$11.690 
 SYM
Dafra 
 Água 
 249,4 
 25cv / 7500 rpm 
 2,75 kgf.m a 6500 rpm
 6 
 Fazer 250 
 R$11.410
R$11.810 
Blue Flex 
R$11.710 
Black" 
 Yamaha 
 Ar 
 250 
 21 cv a 8.000 rpm 
 2,1 kgf.m a 6.500 rpm
 5 
 Comet GT250 
 R$10.990 
 Hyosung
Kasinski 
2
 Ar 
 249 
 29,4 cv / 10.000 rpm 
 2,20 kgf.m a 6.750 rpm 
 5 

27 de novembro de 2013

Veículos de teste.

Certo dia estava eu rodando pela General Osório, quando encosta do meu lado duas motos preto fosco e placa verde.

Um dos modelos eu vi recentemente no salão duas rodas, será lançado em breve, o outro, a menos que esteja redondamente enganado, é um modelo já lançado e que por sinal está custando caro pra caramba.



Fiquei pensando no que leva um veículo já lançado a rodar como veículo de teste:

Será que encontraram algo errado?

Será que é pra chamar a atenção da galera?

Será que precisava de alguém escoltando o scooter e só tinha esse pra usar?

Será que lançaram as pressas e só estão testando agora?

E o mais intrigante:

O que estavam fazendo naquela região? 

Procurando peças?

:P

21 de novembro de 2013

Lâmpada de 55/60W na Kansas 150.

Olá meus amigos

A gambiarra de hoje é a instalação da lâmpada de 55/60W na Kansas 150.

Antes de continuar, gostaria de lembrar que eu estou usando um globo óptico de um farol auxiliar para “off roads“ e devido ao peso e do corpo do farol original ter rachado mesmo com o globo de plástico, eu reforcei tudo com durepoxy. Além disso, ainda troquei a lanterna comum por uma fita de LEDs, que chamam bastante a atenção a noite. Inclusive a capa do vídeo lá para baixo é uma foto tirada apenas com a fita de LED ligada. 
Já li relatos de uso de lâmpadas mais fortes no globo original que resultaram na perda do refletivo.

O material utilizado foi:
  • Soldador
  • Estanho
  • Um cabo AC de PC
  • Um par de conectores
  • Um porta fusível
  • Fusível de 10A (não parece, mas está no limite, pois quando se usa o lampejador com o farol baixo ligado, o consumo fica em aproximadamente 9,6A)
  • Um conector H4 (usei o de CB300, pois foi o primeiro que encontraram na Moto Peças)
  • Fita isolante.
  • Relês tirados de um estabilizador elétrico sucateado. 
O esquema elétrico de como a coisa funciona é mais ou menos o seguinte:

Aqui um esquema mais simplificado e direto, só deixei os relês em símbolo, pois os relês vieram da sucata e não sei qual relê você pode ter na mão:
Lembrando que são os componentes eletrônicos puros, não os relês auxiliares encontrados no mercado automotivo.

O resultado foi este:
Lanterna
Farol baixo
Farol Alto

O legal é ouvir o “click” do relê colando :D

Um resultado que não esperava, é que quando ligava o farol antigamente, a luz do painel enfraquecia, hoje não há mais este problema.

Se quiser fazer isso, faça por sua conta e risco, procure fazer as ligações de forma reversível.

Se tiver outro fusível com uma certa folga de capacidade nas mãos, seria interessante utilizá-lo, pois o calor pode fazer a resistência variar, junto com ela, a corrente.